Poema Belle Époque

 Belle Époque


Era de esplendor, de luz e magia,  
Onde a arte florescia em cada esquina, cada dia.  
Paris cintilava, em festões de luar,  
E as avenidas dançavam ao som do bem-estar.

Cafés e salões, um brilho a irradiar,  
Pintores, poetas, a sonhar e criar.  
Nos cabarés, a música e o riso,  
E nos salões, elegância, um paraíso.

Moulin Rouge, palco de fantasias,  
Cancãs rodopiantes, noites sem vigias.  
Moda audaciosa, linhas a inovar,  
Seda e renda, a alta-costura a ditar.

Trens a vapor, progresso a trilhar,  
Pontes de ferro, o futuro a anunciar.  
E a Torre Eiffel, erguendo-se altaneira,  
Um símbolo de uma era, uma visão verdadeira.

Ruas de paralelepípedos, histórias a contar,  
Ecos de risadas, paixões a desabrochar.  
Na Belle Époque, o mundo parecia,  
Um sonho incessante, uma eterna sinfonia.

Hoje olhamos para trás, com nostalgia no olhar,  
E lembramos da Belle Époque, tão distante do lugar.  
Mas no coração, guardamos a essência,  
De uma era dourada, de beleza e inocência.

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